e são assim, dias sonolentos que vão se dissipando. como páginas de um livro já lido tantas vezes, em diversas línguas, com várias mudanças de palavras por não achar alguma tão equivalente quanto se precisaria.
e os dias vão morrendo, com os sonhos, com o sol, com a noite.
com os sorrisos bobos, os cabelos despenteados, a louça suja pra lavar, o cheiro de mato, o barulho dos grilos.
assim como algumas pessoas resolvem sumir nos desertos, como se tivessem sido sempre apenas miragens que surgiram sob o sol quente.
e o sol ainda queima.
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