julho 08, 2007

e ela jogava tudo pela janela, cadeiras, bibelôs, livros, o que encontrava pela frente.
a vizinhança toda ouvia os gritos e os soluços dela.
será que ele não acabaria com aquilo? não diria nada? era uma discussão ou um monólogo?
silêncio...
a briga acabou.
de madrugada novamente as silhuetas voltaram à janela. um afrouxar de gravata, a sombra das cartas, o barulho do salto agulha dela, a fumaça dos cigarros.
recomeçava a jogatina.

Um comentário:

Gustavo disse...

o jogo é um vício. gostei dos fragmentos...